Blog em Manutenção…

Olá amigos!

Este blog está temporariamente em manutenção.

A partir de março de 2011, o “The Perfect Harmony” que você já conhece voltará a funcionar em seu endereço original, incluindo algumas modificações.

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Um forte Abraço!

Jean Marcel

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Sobre… Gestão Pública

 corrupção

     Nosso país vive freqüentemente passando por momentos de crise que, em muitos casos, remetem ao cidadão uma idéia de fragilidade da ação do poder público na gestão das políticas de sua competência.

     Quando se pergunta a um cidadão sobre sua opinião a respeito da Gestão Pública brasileira, não é raro notar-se um sentimento de indignação, que é exemplificado, na maioria dos casos, pelo cenário político nacional. Os escândalos que constantemente vêm à tona através dos noticiários, revelam um quadro de total desrespeito à princípios fundamentais,como moralidade, integridade, honestidade, que deveriam pulsar nas veias de todo gestor.

     Esse fantasma da corrupção é o principal causador dos males que se observa no setor público de um modo geral. À medida que recursos públicos são desviados para os bolsos, meias ou cuecas de alguns poucos, a massa da população brasileira (que deveria ser a principal beneficiária desses recursos, uma vez que contribui pagando impostos ao governo), é a que mais sofre coma precariedade dos serviços públicos. gripe

     O setor saúde, por exemplo, ainda encontra-se deficiente, como sempre o foi durante anos, tanto a nível nacional quanto regional. Muitos municípios do nosso estado não possuem hospitais, e quando os possuem, não há corpo técnico ou infraestrutura adequada para um atendimento satisfatório. O número de pacientes com câncer, que aguardam na fila de espera do Sistema Único  de Saúde como única alternativa de tratamento, aumenta cada  vez mais.

     A educação também demonstra sérios problemas. As constantes indignações de professores e profissionais da área, têm feito multiplicar-se o número de greves, que se repetem ano após ano. DGNAO

     E nfim, várias seriam as questões passíveis de discussão no âmbito da Gestão Pública, mas vale salientar que grande parte delas (se não todas) funciona de maneira interligada: educação gera emprego, que por sua vez gera renda, diminuindo a pobreza e a criminalidade, aumentando a segurança e a qualidade de vida. Cabe, portanto,ao gestor público o papel precípuo de gerir tais políticas com compromisso, respeito e honestidade, a fim de consolidar um país socialmente justo e fortalecer no cidadão o sentimento de esperança no Brasil em que vive.

 

Jean Marcel

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Ostra feliz não faz pérola

 
 
“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos.
 
Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. ostra
 
Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores.
 
Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. 
 
Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário.
 
Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostras felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão…” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía.
 
E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.
 
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava.
 
Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz…”
 
 
Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.
 
 

Rubem Alves

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O Menestrel

 

 

Lido e relido diversas vezes, “ O Menestrel”, de autoria atribuída a Willian Shakspare, é uma obra de grande profundidade emocional.  O autor consegue, com frases fortes, descrever sentimentos e situações com as quais o leitor se identifica, causando uma reflexão íntima e particular em cada trecho….

 

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. 
Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. image
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. image
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. 
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

 
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
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Semelhanças…

 coracao_partido

É injusto que se apeguem a mim, embora o façam com prazer e voluntariamente.
Eu iludiria aqueles em quem despertasse desejo, pois não sou o fim de ninguém e não tenho com o que satisfazê-los.
Não estou eu pronto a morrer?
E, assim, o objeto do apego dessas pessoas morrerá.
Logo, quando não seria eu culpado por fazer crer numa falcidade, embora eu a abençoasse e acreditasse nela com prazer, e que ela me desse parzer, ainda assim sou culpado por me fazer amar.
E se atraio as pessoas para que se apeguem a  mim, devo advertir àqueles que estariam prontos a consentir na mentira de que não devem acreditar, qualquer que seja a vantagem que daí me advenha!"

(A.D.)

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Floresta Amazônica: o Patrimônio da Humanidade

 

Floresta Amazônica: o Patrimônio da Humanidade 

 


Considerada por muitos como sendo o pulmão do mundo, a floresta  amazônica concentra grande parte das áreas verdes do planeta. Essa imensa flora é responsável pela absorção de consideráveis volumes de dióxido de carbono da atmosfera, um dos gases causadores do aquecimento global. Entretanto, muitos ainda não se dão conta da importância desse patrimônio para a humanidade, o que nos deixa uma grande dúvida: por quanto tempo ainda iremos desfrutar de tal patrimônio?

Ações Humanas, sobretudo em função do lucro, têm feito com que nossa floresta seja gradativamente destruída. A cada ano, os índices de desmatamento crescem de forma alarmante. Tudo isso acaba se tornando o retrato da ineficiência de algumas políticas anti-desmatamento vigentes no país, que, em muitos casos, fazem com que inúmeras agressões ambientais sobrevivam sob a égide da impunidade.

Atitudes precisam ser tomadas, sobretudo no que diz respeito ao modo como o Poder Público lida com os casos de desmatamento. No setor de Trânsito, por exemplo, a aplicação de multas severas a motoristas surpreendidos dirigindo alcoolizados fez com que o números de casos desse tipo de infração diminuísse bastante. Da mesma forma, em relação ao desmatamento, deve-se dar atenção dobrada à coerção, instituindo penalidades mais rígidas aos agressores do meio ambiente.

É lógico que a criação de punições não irá garantir, de imediato, a erradicação do desmatamento na Amazônia, haja vista que madeireiros clandestinos sempre existiram e talvez ainda existam por muito tempo. Mas, através de intensa fiscalização, é que se pode, aos poucos, mudar esse quadro.

Esse conjunto de ações não implica em uma completa proibição da extração de madeira no país, pelo contrário, institui uma maneira de o Poder Público controlar de maneira mais efetiva as áreas que podem ser exploradas de forma sustentável, garantindo crescimento econômico e, principalmente, o cumprimento das políticas de preservação ambiental.

Portanto, a preservação da floresta amazônica está em nossas mãos. Não podemos ficar parados enquanto o mundo capitalista consome uma de nossas maiores riquezas. Precisamos, agora mais do que nunca, defender o que é nosso e garantir que muitas e muitas gerações também desfrutem deste patrimônio de valor imensurável à humanidade

 

 

 Jean Marcel G. dos Santos

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A Tecnologia da Informação na Gestão Pública

 
Tema: A Tecnologia da Informação na Gestão Pública
Enfoque: Princípios do Direito Administrativo
 
 
          Atualmente, em tempos de transparência e facilidade de disponibilização de informações, muitos órgãos do poder público têm investido em tecnologias, tanto em equipamentos quanto à estrutura do meio em que atuam, com o objetivo de viabilizar e facilitar os processos relacionados ao seu dia-a-dia, tratando de informações pertinentes a cada atividade interna  e também dos serviços prestados à sociedade.
          Nesse contexto, a Tecnologia da Informação (TI) vem se tornando uma ferramenta de grande importância nas atividades de gestão, facilitando o cumprimento de princípios norteadores da Administração Pública.
          O princípio da Autotutela, segundo o qual a Administração Pública tem o poder-dever de autocorrigir-se, está sendo alcançado com mais rapidez e eficiência, graças à adoção, pelos Órgãos Públicos, de ferramentas tecnológicas que permitem ao gestor obter informações mais concisas sobre erros e demais atividades referentes a sua área de atuação, o que lhe auxilia no controle e direcionamento de ações pautadas no princípio da Legalidade.
          A prestação de Contas também vem se tornando mais eficiente com o avanço da Tecnologia da Informação. O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM), por exemplo, instituiu um novo método para a avaliação das contas municipais. Trata-se do “e-contas”, um software através  do qual as prefeituras municipais enviam ao  Tribunal as informações acerca dos gastos Públicos. Tal medida vem contribuindo significativamente para que a ação desse órgão seja mais rápida e transparente, consoante ao princípio da Publicidade.
          Entretanto, nem todas as esferas governamentais têm acesso a essas novas tecnologias. Há setores da área pública em que se pode perceber claramente o uso de sistemas de controle de informações muito obsoletos. Essa escassez de recursos torna cada vez menos eficaz a gestão de informações sigilosas que, vulneráveis, acabam sendo objeto de ações inescrupulosas daqueles que a elas têm acesso.
          Sendo assim, é necessário que haja grandes investimentos no setor público no que diz respeito à Tecnologia da Informação, a fim de criar sistemas que garantam maior segurança na Gestão da Informação em todas as esferas administrativas, possibilitando, não só a eficiência nas atividades governamentais, como também a união dessas atividades aos princípios  da Legalidade, Supremacia e Indisponibilidade do Interesse Público, Autotutela, Eficiência, e outros, que regem a Administração Pública.
 
 
Jean Marcel e Carolina Pessoa
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